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PF e PRF aguardam 2.058 vagas de policial.

Postado em 17 de março de 2016
policia_rodoviaria_federalBraços da segurança pública no âmbito federal, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) já contam com pedidos de concurso em análise no Ministério do Planejamento, visando à recomposição de seus quadros. Ao todo, a solicitação abrange 2.058 vagas de policial – com remunerações de R$7.177,91 e R$17.288,85 -, voltadas para quem possui formação superior e carteira de habilitação B ou superior.
Com a área de segurança pública sendo considerada uma das prioridades do governo federal, a expectativa é que as seleções possam ao menos ser autorizadas este ano, como exceções à suspensão dos concursos do Executivo federal. Ambas as corporações têm urgência na contratação de mais servidores em face da elevada carência e possibilidade de agravamento do quadro nos próximos anos. Além disso, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta a insuficiência de efetivo nos dois departamentos para o combate aos crimes praticados nas fronteiras, cujo prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$100 bilhões por ano.
O pedido da PRF é de 1.500 vagas no cargo de policial rodoviário federal, que tem como requisito o ensino superior completo em qualquer área e garante remuneração inicial de R$7.177,91, incluindo o auxílio-alimentação, de R$458. Com apenas 10.400 das 13.098 vagas no cargo preenchidas, o departamento ainda pode perder 4 mil policiais nos próximos dois anos, segundo a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF).
Em novembro do ano passado, a PRF obteve permissão do Planejamento para nomear 579 excedentes do último concurso para policial, aberto em 2013. Para a federação, a autorização excepcional reflete a importância do departamento, tendo em vista a atual conjuntura política e financeira. Sendo assim, a expectativa é que a nova solicitação também seja atendida pelo governo.
PF – Para a PF, são esperadas 558 vagas, sendo 491 de delegado e 67 de perito. Os postulantes ao cargo de delegado precisam possuir o bacharelado em Direito, além de três anos de experiência em atividade jurídica ou policial. Já a formação superior exigida para perito varia conforme a área de atuação. Nos dois casos, os iniciais são os de R$17.288,85 (também com o auxílio).
Com autonomia para convocar novos concursos para a área policial desde o fim de 2014, a PF ainda esbarra nas dificuldades orçamentárias do governo federal para retirar a seleção para delegado e perito do papel, mesmo com o prestígio junto à opinião pública diante do combate à corrupção, sobretudo por meio da Operação Lava-Jato. Isso porque o órgão ainda depende do aval do Planejamento com relação à disponibilidade orçamentária para o preenchimento das vagas.
No início deste mês, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) lançou uma campanha pela autonomia administrativa, orçamentária e funcional do departamento, o que, caso seja aprovada, poderá agilizar a abertura dos concursos do órgão. A autonomia é reinvindicada por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 412/2009, cuja expectativa do presidente da ADPF, Carlos Eduardo Sobral, é de que seja aprovada ainda no primeiro semestre deste ano no Congresso Nacional. A ADPF ressalta que as quase 500 vagas ociosas no cargo de delegado equivalem a cerca de 30% do efetivo total.
FONTE: Folha Dirigida
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